Relatório Individual – unidade 1 por Paulo Gonçalves – Quinta, 8 Fevereiro 2007, 22:11 8 Fevereiro, 2007
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EDUCAÇÃO E SOCIEDADE EM REDE
DOCENTE: PROFESSOR PEDRO ABRANTES
A EMERGÊNCIA DA CIBERCULTURA E AS SUAS IMPLICAÇÕES EDUCATIVAS

TRABALHO REALIZADO POR:
PAULO MARTINS GONÇALVES
ALUNO Nº: 67042
A EMERGÊNCIA DA CIBERCULTURA E AS SUAS IMPLICAÇÕES EDUCATIVAS
O tema sobre o qual me irei debruçar nas próximas linhas é sobejamente vasto e complexo, para poder ser tratado de uma forma perene e suficiente em duas páginas apenas.
Se atendermos ao significado de WWW (World Wide Web), conseguimos vislumbrar, por breves momentos, a vastidão do tema. Ao conjugarmos as palavras: World – mundo, universo, gente, sociedade, globo terrestre, Terra; Wide – vasto, largo, remoto, distante, extenso, amplo; Web – tecido, teia.
Para melhor compreendermos o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação na cultura contemporânea devemos canalizar o nosso esforço de compreensão para o termo sociedade, enquanto processo complexo e sempre inacabado entre formas e conteúdos[1].
A cultura é a transmissão de opiniões, conhecimentos e comportamentos de um indivíduo ou individuos (grupos sociais) com uma pluralidade de formatos visuais, verbais e/ou afectivos (esta concepção de cultura aproxima-se da concepção estrutural segundo Thompson[2]).
Hoje em dia, o termo correcto, a usar, será cibercultura, porque esta transmissão é contínua, já não obedece ao ciclo solar ou laboral como acontecia até há umas décadas atrás, em que grupos sociais, limitados pela sua especificidade ou pela transmissão que iria ocorrer se reuniam para “beber” cultura.
Os fenómenos recentes de cultura encontram na internet o seu veículo de transmissão mais importante.
Efectivamente, a internet é uma forma de transmissão de cultura, contudo existe a tendência de considerá-la um “ramo da cultura”, atendendo às suas especificidade (locais de acesso, linguagem escrita utilizada[3], grupos sociais que se formam em torno dela). Quanto a esta última frase devo referir que a internet em si não é cultura, mas sim uma forma de culturização, se verificarmos alguns substractos sociais usam a internet como os romanos usavam o Latim, como forma de aculturização. A internet é usada cada vez mais no seu sentido lato[4], sendo confundida com ciberespaço[5], por isso é indiferente chamarmos-lhe internet[6] ou ciberespaço, latu sensu.
O ciberespaço permite aos seus utilizadores: rapidez de comunicação, acesso a uma fonte infindável de informação, poupança, divertimento, multimédia, contacto com pessoas de outras culturas como se estivessem aqui ao lado (aldeia Global), execução de tarefas que antes obrigavam a filas, centralização de aplicações (ferramentas) e evitar o analfabetismo. Em relação ao ciberespaço e às suas ferramentas Pierre Levy menciona[7]: “Sem fechamento semântico ou estrutural, a web não está parada no tempo. Aumenta, mexe-se e transforma-se sem parar. A world Wide web está a fluir, a escoar. As suas inumeráveis fontes, as suas turbulências, a sua irresistível ascensão oferecem uma fantástica imagem da cheia contemporânea da informação. Cada reserva de memória, cada grupo, cada indivíduo, cada objecto pode tornar-se emissor e aumentar o fluxo.” “As páginas Web expressam as idéias, os desejos, os saberes, as ofertas de transação de pessoas e grupos humanos. Atrás do grande hipertexto está borbulhando a multidão e as suas relações.” É a bomba das telecomunicações a que se referia Einstein na remota década de 50. já vimos as potencialidades, quanto às restrições ou constrangimentos devo salientar a dificuldade na filtragem da informação – separar a relevante da desprezável, a falta de garantias na credibilidade da informação e por fim o congestionamento da rede (embora este seja possível de soluccionar).
Desta forma, a tendência crescente da humanidade é, ao nível da formação e da educação, usar o ciberespaço como forma de transmissão de informação e de realização do objectivo último de modelar competências e comportamentos em indíviduos permitindo evolução técnica e tecnológica.
O aproveitamento descrito no parágrafo anterior só será possível através de novos sistemas de ensino e métodos pedagógicos que permitam autonomia ao formando para aprender onde, como e quando quiser associados ao desenvolvimento de novas estruturas organizativas, orientadas para a elaboração de e-conteúdos de formação cada vez mais exigentes, mas, simultaneamente apelativos e interactivos com o utilizador. Neste contexto, o docente passará a ser um mediador, um tutor, o “apelador” que visa despertar a curiosidade no formando[8].
Até os maiores gurus da gestão mencionam o potencial da Internet, para Michael Porter, pai da análise SWOT[9]: “Internet Technologies provides better opportunities for companies to establish strategic positionings than did previous generations of information technology.”, nesta conjuntura a formação profissional, é encarada, cada vez mais como um ponto forte da estrutura humana da empresa e a internet é vista como o “veículo” dessa formação. A própria população (World) portuguesa já se apercebeu das potencialidades (oportunidades) do ciberespaço, conforme constatar no cap. 4 do livro de Gustavo Cardoso, pág. 142[10] – A Sociedade em Rede em Portugal – onde podemos constatar, que embora estejamos longe dos valores esperados pelo choque tecnológico do governo português actual, já obtemos valores encorajadores pois em 2003, 29%[11] da população utilizava a Internet e no 2º Ciclo do Ensino básico se encontram bons valores (21% dos alunos utilizam as novas tecnologias).
Resumindo a Internet/Ciberespaço socializa, educa e acrescenta valor à cultura como meio de transmissão da mesma.
BIBLIOGRAFIA
- Cardoso, G. (2005). A sociedade em rede em Portugal, porto. Campo das Letras – Editores S.A.
- Castells, M. (2005). A sociedade em rede. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
- Lévy, P. (1990). As tecnologias da Inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Lisboa: Instituto Piaget.
- Slevin, J. (2000). Internet e sociedade. Lisboa: Temas e debates.
- Lévy, P. (2000). Cibercultura. São Paulo: Editora 34.
- Porter, M. (2001). Strategy and the Internet. Harvard: Business review.
[1] Michel Maffesoli – sociólogo francês.
[2] “…troca de informação e de outros conteúdos simbólicos entre indivíduos e organizações sutuados em contextos e specíficos…”
[3] Assistimos a um desenvolvimento da escrita por forma a poder facilitar a comunicação via Internet.
[4] Inicialmente foi criada como ferramenta, hoje em dia confunde-se com todas as formas de transmissão via rede analógica ou digital.
[5] Termo inventado em 1984, por William Gibson, no romance de ficção científica Neuromante. No livro, o conceito designa o universo das redes digitais, descrito como o campo de batalha entre as multinacionais, palco de conflicto mundial e nova fronteira económico-cultural.
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ANO |
CARACTERÍSTICA |
OBSERVAÇÕES |
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1969 |
ARPA-ARPAnet |
Constituída por 4 computa-dores gigantescos |
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1977 |
TCP/IP |
Protocolo de Internet |
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ANOS 80 |
MILnet-NFSnet |
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83 |
INTERNET |
Separação da Milnet da Arpanet |
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89 |
WWW(texto) |
Apenas texto |
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93 |
WWW(gráfico) |
Multimédia |
[7] Corresponde a trechos extraídos de textos com tradução de Português do Brasil da obra: LÈVY, Pierre. Cibercultura. 2ª Ed. São Paulo, Editora 34, 2000.
[8] “Os utilizadores da Internet só se tornam recebedores se optarem activamente por visitar a Website e ir “buscar” a informação.” – SLEVIN, James. Internet e Sociedade. 2000.
[9] Strengths, Weakness, Opportunities, Threats – Pontos fortes (Forças), Pontos fracos (Fraquezas), Oportunidades e Ameaças, perspectiva, pela qual podemos analisar todas as entidades e ou produtos, quer económica quer educativamente.
[10] Para mais dados relevantes, ver pág. 155.
[11] De acordo com o estudo feito a uma amostra de 2450 pessoas
Comentários Gerais à obra de Lévy.por Paulo Gonçalves – Quinta, 8 Fevereiro 2007, 22:02 8 Fevereiro, 2007
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Viva,
De uma forma genérica e breve gostaria de salientar que o filósofo francês LÉVY desenvolveu a mesma articulação de Walter Ong mas de uma forma mais radical, aplicando os conceitos introduzidos por Ong de uma maneira prática e adaptada à realidade do mundo actual. E podemos verificar isto no seguinte trecho da obra:
“O hipertexto recupera e transforma antigos interfaces da escrita (…) Mas é também a invenção, em algumas dezenas de anos, de um interface normalizado extremamente original: página de título, cabeçalhos de capítulos, numeração regular, índice, notas, remissões. Todos estes dispositivos lógicos, classificatórios e espaciais se sustentam uns aos outros no seio de uma estrutura admiravelmente sistemática: não há índice sem capítulos claramente diferenciados e anunciados, não há índice, remissões para outras passagem do texto, nem referências precisas a outros livros sem páginas uniformamente numeradas. Hoje, estamos de tal modo habituados a este interface que não lhe pretamos atenção. Porém, no momento em que foi inventado, ele criou uma relação com o texto e com a escrita completamente diferente da que existira com o manuscrito: possibilidade de folhear, de acesso não linear e selectivo do texto, de segmentação do saber em módulos, de ramificações múltiplas a uma infinidade de outros livros graças às notas de pé de página e às bibliografias.” (As tecnologias da inteligência, pág. 44)
Paulo
Quem é quem no ensino a distância por Paulo Gonçalves – Terça, 06 Fevereiro 2007 8 Fevereiro, 2007
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Anne-Nelly Perret-Clermont:
- casada, mãe de 4 filhos;
Títulos académicos:
- Licenciada em Psicologia pela Universidade de Genève (Genebra).
- diplomas de Conselheira de Orientação Escolar e Profissional nas Universidades de Lausanne et Genève.
- Mestre em “Ciência do desenvolvimento Infantil”, pelo Institut of Education, Universidade de Londres.
- Doutora em Psicologia Social pela Universidade de Genève,
- Prémio Latsis National (Suiço), 1989.
Domínios de Especialização:
- Psicologia social do desenvolvimento e da aprendizagem. Transmissões culturais (escolares, profissionais, técnicas, científicas, religiosas) e formação. Relações interculturais em contexto educativo.
Carreira profissional:
- Professora associada na universidade de Genève e professora convidade em inúmeras Universidades Estrangeiras.
- Mantêm um interesse particular pelo exame psicológico das condições interpessoais, sociais e culturais que permitem espaços de pensamento e conhecimento.
- Público alvo: escolas de enfermagem, animadores, educadores, professores, enfermeiros, etc.
- Outras actividades: acompanhamento de projectos em creches, escolas, escolas superiores, formação a distância, formação profissional, etc.
Principais Publicações:
- La construction de l’intelligence dans l’interaction sociale. P. Lang, Berne (1979, reéd.:1996). Trad. anglais, espagnol, portugais, russe, italien, serbe.
- Apprendre un métier technique. L’Harmattan, Paris, 2004 (avec J.F. Perret). Trad. en portugais et en anglais en préparation.
- Pluriculturalité culturelle et éducation en Suisse. Lang, Bern. Trad.allemand.
- Joining society. Cambridge University Press, Cambridge, 2004 (avec al.). Trad. en portugais.
- Thinking time. Hogrefe, Göttingen, 2005 (avec al.). Voir site http://www.unine.ch/psy/ Articles en douze langues.
Principais Congressos, Conferências e Colóquios:
- Conf. intern. “L’espace thérapeutique”. Neuchâtel. Avec l’ANPP.
- Invited guest speaker, British Psychological Society, 1996, 2000
- Cognitive Development: Open University & BBC.
- Conf. intern. “Penser le Temps”, Centenaire Jean Piaget, Neuchâtel
- Internal Society for Cultural & Activity Research, Séville, 2005
Outras Curiosidades:
- Membro do Conselho Suiço da Ciência (1980-1986).
- Membro do Conselho de Pesquisa do Fundo Nacional de Pesquisa Científica (1992- 2000).
- Co-Presidente do DORE (pesquisa aplicada ao HES) (1999-2003).
- Membro do Conselho da Universidade da Suiça italiana.
- Membro da Comissão da Fundação Marcel Benoïst.
- Membro do Comité ISCAR.
- Línguas faladas pela autora: fluente em Francês, Inglês, Italiano e Alemão; línguas menos fluentes, só para uso cietnífico: Espanhol e Português.
O Que não é possível eu ignorar em ensino a distância por Paulo Gonçalves – Terça, 06 Fevereiro 2007, 14:06 6 Fevereiro, 2007
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A base para os comentários/ideias orientadoras apresentadas abaixo foi o capítulo “Quality and acess in distance education: theoretical considerations”.
by D. Randy Garrison
A aprendizagem consiste numa experiência social nem sempre compatível com recursos Técnico-Pedagógicos previamente feitos e preparados para incutir no formando um espírito de absorção de pensamentos e conhecimentos. Esta realidade é mais visível no plano da Formação a Distância.
A Educação não pode ser um processo rígido, deve ser FLEXÍVEL.
Se por um lado, se deve dar INDEPENDÊNCIA[1] ao formando para que este assuma a responsabilidade na construção de novas ideias, por outro lado deve-se incentivar o formando a COLABORAR e integrar-se na criação de uma comunidade de aprendizagem.
Estes dois paradigmas (modelos) originam um dilema no contrabalanço que se deve fazer entre QUALIDADE e ACESSO à educação a distância. Pois no primeiro caso consegue-se observar a qualidade do método[2] através da capacidade que os recursos tecnológicos e pedagógicos em responder às necessidades do processo de aprendizagem, no segundo caso a qualidade é medida através da natureza e frequência da comunicação existente entre professor/aluno bem como entre aluno/aluno. Quanto à acessibilidade, esta é uma importante consideração estrutural, é vista como um assunto técnico que pode ser superado, resta-nos a interacção e aqualidade da transacção educacional.
Assim sendo, o processo de aprendizagem necessita uma interacção sustentada numa reflexão individual e em decisões de controlo partilhadas pelo professor e pelo aluno[3] que indirectamente guia a construção do significado e valida o seu conhecimento. O controlo, neste caso falaremos só do “controlo do professor” deverá ser maior no início do curso e ir diminuíndo ao longo do mesmo, à medida que o formando vai exercendo a sua autonomia. Este caminha envolve várias componentes como a empatia, o conhecimento e confiança mútuos, mas também a motivação e a autoconfiança por parte do formando. O Controlo do Professor e o Controlo do Formando são inversamente proporcionais, quanto um diminui o outro aumento. O “controlo do formando” depende de três factores que interagem entre si:
a) Independência – as decisões que um formando pode tomar mediante a oferta do sistema de ensino no que diz respeito aos objectivos, sequências e ritmos de aprendizagem e formas de avaliação.
b) Poder – capacidade do formando para tomar parte e assumir responsabilidades num processo de aprendizagem.
c) Apoio – conjunto dos meios humanos e materiais necessários e disponíveis para que o formando possa exercer o seu controlo (autonomia) de uma forma eficaz.
Concluindo, o essencial será uma interdependência colaborativa onde os formandos sejam responsáveis pela criação de entendimentos e acréscimos de conhecimentos mútuos na comunidade de aprendizagem. No que se refere à relação entre professor e formando(tutor e tutorado), esta deve ser caracterizada por um diálogo crítico no sentido da compreensão dos ensinamentos e no sentido do encorajamento para o desenvolvimento de novas perspectivas.
[1] Liberdade para estudar onde e como o estudante desejar.
[2] “…totalidade das características do método que lhe conferem a capacidade para satisfazer necessidades explícitas ou implícitas.” in NP EN ISO 8402: Vocabulário
[3] Contrato de Aprendizagem.
Qual é a tese do autor? Que argumentos a suportam? por Paulo Gonçalves – Terça, 30 Janeiro 2007, 00:06 6 Fevereiro, 2007
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Olá Professor,
A conclusão breve que extraí da leitura da tese da Shaaron Ainsworth foi que “As Representações externa Multíplas são ferramentas que, uma vez bem aplicadas, permitem conduzir a um processo de aprendizagem eficiente.”
A autora desenvolve a frase: “Representações (externas) Múltiplas podem providenciar benefícios únicos a pessoas que estão a aprender novas e complexas ideias”.
Escalpelizando a frase:
Representações Múltiplas – Apresentação da informação sob múltiplas modalidades (audível/visual ou textual/pictorial) e externas como antítese às representações mentais presentes nas teorias constructivistas (pág.1).
Podem providenciar – nem sempre é vantajosa a sua aplicação, pois conforme a tese demonstra nem sempre o aprendente consegue tirar benefícios da representação da informação sob diversas formas. Ele deve conseguir interrelacionar a informação com a forma da sua apresentação, os formandos devem compreender cada representação individualmente (pág. 6).
Benefícios únicos a pessoas que estão a aprender novas e complexas ideias – quando bem aplicadas as MER as vantajosas mais visíveis situam-se no quadrante dos formandos que tentam aprender
informações mais complexas (pág.12 – cap. 7.2).
Na conclusão a autora refere que: “A tese DeFT descreve alguns dos aspectos mais importantes da aprendizagem com MER.” Efectivamente, ela explicou o que eram as MER, mencionou quais eram os parâmetros do Design das representações (o mundo representado, o mundo que deveria representar, que aspectos do mundo representado eram mostrados, os aspectos do mundo que deveria representar faziam parte do modelo e a correspondência entre os dois mundos), as funções de uma representação apropriada e as tarefas cognitivas envolvidas na aprendizagem com Representações Externas.
Entre diversos aspectos tratados na tese gostaria de salientar e transcrever uma frase que julgo muito importante em toda a tese e foi uma das que guardei na minha MLP: “… advantage of using MERs is that certain combinations of representations can help learning when one representation constrains interpretation of a second representation.” Ou seja, a utilização de MERs deve ser flexível e em constante adaptação às necessidades de aprendizagem do formando.
Paulo
Quais as potencialidades da proposta do autor? Que constrangimentos se prefiguram? por Paulo Gonçalves – Segunda, 29 Janeiro 2007, 14:49 6 Fevereiro, 2007
Posted by paulomg in Debate, Ensinar e Aprender com a Tecnologia.add a comment
Bom dia,
Sem delongas gostaria de mencionar que a proposta da autora tem uma margem de progressão (potencial de desenvolvimento) elevado pois cada vez mais existem ensinantes e aprendentes a tirar frutos das representações externas múltiplas (diferentes formas de apresentar a informação). As razões que conduzem a este potencial de desenvolvimento prendem-se com:
a) Aumento dos recursos disponíveis e acessíveis ao ensinante e ao aprendente (cada vez existem mais programas em Freeware que permitem tratar e trabalhar a informação, alterando a forma de a representar), discordo das “vozes” que mencionam a acessibilidade aos MER’s como constrangimento, pois quem acede a um curso a distância dispõe de acesso à Internet e consequentemente a tecnologias que permitem dispor de MER’s (o problema dos acessos ocorre a montante da utilização das Representações Múltiplas e como tal julgo que não deve ser referido);
b) O aprendente torna-se mais exigente, intervindo no processo de aprendizagem e “exigindo” novas formas de apresentação dos conteúdos a aprender;
c) A combinação de diversas MER conseguem “simplificar” determinadas matérias “impossíveis” de ensinar de outra forma que não seja o contacto com o problema ou equipamento (por exemplo, simuladores de equipamentos, simuladores de guerra, ainda este fim-de-semana visionámos no “Telejornal” a preparação das tropas que irão brevemente para os Balcãs, visto que o que se pretende do formando é a aquisição de competências psico-motoras e afectivas considero que seja a forma mais adequada de ensinar, estudou-se o caso e aplicaram-se as MER mais convenientes ao ensino que se pretendia – diagramas, demonstrações, apresentação de problemas reais, etc.)
d) Embora existam lacunas na análise ou melhor pouca investigação sobre a interacção entre as MER’s e os processos de aprendizagem, considero que as MER’s permitem desenvolver processos existentes, alterando-os substancialmente, em especial processos que se baseiem em métodos heurísticos, onde “o aprendente parte à descoberta”.
Relativamente aos constrangimentos, estes decorrem da aplicação das MER’s, isto é, conforme constatámos nos Recursos Técnico-Pedagógicos (RTP) disponibilizados para esta unidade, as Representações Externas podem ser contraproducentes quando aplicadas indiscriminadamente, pois o excesso de informação (em conteúdo e forma) baralham o aprendente levando-o a ter interpretações diversas sobre a mesma matéria.
A situação exposta no parágrafo anterior origina que a aplicação das MER deva ser mais cuidadosa e ponderada levando a que a análise da sua aplicabilidade “consuma” mais recursos humanos (convertível em tempo por formador ou técnico de formação) e financeiros. Este consumo será em si o principal constrangimento das entidades formativas, em relação aos formadores o constrangimento prende-se com a aplicabilidade do RTP ou representação externa (quando pretendemos inovar poderemos cair na tentação de melhorar a forma e desprezar o conteúdo, com os inerentes riscos que daí advém).
De uma forma menos formal, esta matéria já existia no meu self, pois quando desempenhava funções de “Gestor da Formação” deparava-me imensas vezes com formadores que demonstravam uma intenção (correcta) em expor a informação, mais complexa, ou mais difícil de aperceber, em diversos formatos (MER) que permitissem que o formando interagisse interpretando e processando a informação permitindo efectuar a abstracção e prolongamento ou extensão da mesma. A minha preocupação nestes casos era sempre a de contrabalançar o conteúdo com a forma de apresentação, pois não devemos chegar a situações em que a atenção do formando se prende com visionar o efeito que o powerpoint irá apresentar no próximo slide, mas sim com a percepção do conteúdo do slide. Não se devem usar muitas MER, sempre que uma representação seja suficiente.
Aprender usando MER requer que os aprendentes compreendam cada representação individualmente.
PAULO
Qual a relação entre a tese do autor e os dois capítulos lidos do eBook? por Paulo Gonçalves – Segunda, 29 Janeiro 2007, 23:08 6 Fevereiro, 2007
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Boa noite,
Se compreendi bem o que se pretendia, considero que as duas teorias, Information Processing (IP) e a teoria do Desenvolvimento Cognitivo de Piaget podem e devem partilhar o mesmo “espaço” pedagógico, isto é, podem ser usadas simultaneamente.
Pois durante o desenvolvimento cognitivo da criança, esta é levada a desenvolver processos mentais complexos, tais como os esquemas que traduzem representações mentais de percepções, ideias ou acções. Além disso, todo o processo mental envolve o estádio da assimilação (do meio real – leia-se real como ambiente e social), acomodação (ao meio real) e o equilíbrio (entre assimilação e acomodação). Estes três estádios associam-se na formação mental esquemática e na sua modificação por forma a obter um sentido de compreensão do mundo exterior.
De acordo com a teoria explanada por Michael Orey (IP) o processamento ou retenção da informação ocorre de três formas, o registo sensorial, a memória de curto prazo (MCP) e a memória de longo prazo (MLP). O processo de aprendizagem deve ser potenciado para a MLP através de Estratégias Metacognitivas (planeamento, controlo e avaliação do processo de aprendizagem, externo e autoscópico), Estratégias Cognitivas (apontamentos, repetições, mnemónicas, etc.) e Estratégias Socio-afectivas (estratégias usadas pelos professores ou pela turma como um todo).
Da análise do resumo das teorias expostas nos dois últimos parágrafos concluo que ambas utilizam os MER (Representações Externas Múltiplas) como ferramentas de apoio (Support Tools) para levar a cabo os seus desígnios. Pois as MER estão bem explicadas na tese, em especial no que concerne ao seu Design, Funções e Tarefas. Sempre que se opta pela utilização de MER como ferramentas para auxílio ao método de aprendizagem deve-se ter em conta os factores que influenciam a aprendizagem sejam eles referentes ao a maturidade biológica, experíência pessoal com o meio ambiente físico, experíência pessoal com o meio ambiente social e o equílibrio. A utilização das ferramentas MER deve ter como objectivo a ligação entre a nova informação e o conhecimento já adquirido, permitindo que o formando possa ser um gestor independente e heurístico (descobridor) do seu processo de aprendizagem.
Por tudo o que foi dito, os três documentos possem uma interligação pedagógica.
PAULO.
Re: Qual o lugar da participação na aprendizagem? por Paulo Gonçalves – Terça, 16 Janeiro 2007, 09:07 6 Fevereiro, 2007
Posted by paulomg in Debate, Ensinar e Aprender com a Tecnologia.add a comment
Bom dia,
“Pegando” em todas as participações dos colegas, julgo que todo o processo de aprendizagem envolve participação e aquisição, em “quantidades” distintas.
A aquisição, de conhecimentos, tem um enfoque maior na aprendizagem das crianças e jovens (pedagogia), momento em que o indivíduo deve ser moldado com mais “profunfidade”, pois deconhece tudo (não é livre de escolher o seu caminho). Por outro lado, a participação é inerente nos adultos (andragogia) pois de acordo com Malcolm Knowles o adulto é responsável, sabe os seus limites e as suas metas e como tal pode participar, efectivamente, no processo formativo. Podemos ver inclusivé a parte da motivação, como diversos colegas referiram e bem. Para a criança a motivação para a aprendizagem é, fundamentalmente, o resultaado de estímulos externos ao sujeito como é o caso das classificações escolares, das pressões familiares e das apreciações do professor. Relativamente ao adulto, a motivação manifesta-se de outra forma, embora sejam sensíveis a estímulos de natureza externa (promoção profissional, etc.) o principal factor motivacional para a realização de aprendizagens são factores de ordem interna (satisfação profissional, auto-estima, qualidade de vida, etc.).
Paulo
As metáforas por Paulo Gonçalves – Segunda, 15 Janeiro 2007, 21:07 6 Fevereiro, 2007
Posted by paulomg in Discussão, Ensinar e Aprender com a Tecnologia.add a comment
Julgo que todas as acções tendentes ao conhecimento envolvem aquisição e participação num grupo estabelecido previamente (ou não). No entanto a divisão que faço abaixo prende-se com o critério que considerei mais relevante:
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